Coisas inerentes à nossa natureza, penso eu.
Temos a necessidade de, imediatamente, diante do novo, começar a rotulá-lo. Assim fazemos com os objetos, os pensamentos e, obviamente, com as pessoas.
Por que não nos contentamos em simplesmente aproveitar a companhia de alguém? Por que a primeira coisa que nos perguntamos é como vamos rotular este alguém? E assim começamos a colocar títulos que melhor nos convém - de prefer~encia com o pronome possessivo "meu" bem pronunciado e colocado à frente do "honroso título" conferido sem consulta prévia ao tal indivíduo.
E assim nascem o "meu" ficante, o "meu" amigo colorido, o "meu" namorado, o "meu" qualquer coisa! Em primeiro lugar: Não tenho título de propriedade sobre ninguém, portanto não tenho o direito de chamar qualquer pessoa de "meu". Em segundo lugar: quem disse que tenho méritos para deter tal propriedade? Não os tenho, portanto nada de "meu".
Acho que foi isso que tentei te dizer e só agora minha mente digeriu e elaborou. Não quero ninguém "meu", quero alguém especial em um momenteo especial, e aó. E se este momento acabar qeuro lavar comigo as boas lembranças, ser feliz pelo que foi e não sofrer pelo que poderia ter sido...
Poesias, contos crônicas... Divagações de uma borboleta que têm asas feitas de grafite numa folha de papel...
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
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Um comentário:
Que lindo pequena Borboleta!!!
Tuas palavras são lindas!
Parabéns!!!
Te adoro um montão!!!
beijos
obs: sou teu fã!!!
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