Outra vez estou aqui, e outra vez lhe dou uma chance, que sempre juro ser a última!
Sei que não é assim!
Amo e fico feliz com algumas migalhas de um amor que sei existir.
Se cada um ama como pode, aceitarei o amor que posso ter de quem amo com devoção.
Mas, penso eu, porque não poderia amar a quem me dedica admiração em, verso e prosa?
Simples
Porque não podemos amar quem é feito da mesma matéria, quem pensa como nós
Envergonho-me pensando o quanto me rejubila a admiração de quem é assim tão parecido comigo, afinal não lhe posso retribuir os versos que me deu, vindos sei que do fundo de uma alma inquieta como a minha.
Queria, sinceramente, contentar-me com este amor, que me daria o prazer de um entendimento impensável com meu querido amado. Uma compreensão das minhas inquietudes e quem sabe a plenitude que hoje encontro em seus braços.
Mas aquele a quem amo é bem mais simples e o que me oferta é o de que, penso eu, preciso... Ah! E como o amo, e como me mantém plena e amada, mesmo que não consiga me dar tudo o que sonho como ideal. É afinal um amor de carne e osso, real e que me puxa do mundo dos sonhos para a realidade.
Poesias, contos crônicas... Divagações de uma borboleta que têm asas feitas de grafite numa folha de papel...
domingo, 18 de fevereiro de 2007
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